09/07/2013

VAMOS ACABAR COM A PROFISSÃO DE POLÍTICO

15/12/2012

Axiologia - Os nossos valores

Axiologia – Os nossos Valores

Oque é realmente importante na vida? Eis uma questão que provavelmente quase todos já fizeram em algum momento de sua jornada.

Em Filosofia Clínica tratamos deste assunto no Tópico 18 – Axiologia, o qual diz respeito aos elementos de valoração. Em outras palavras, se ocupada daquilo que valoramos, como valoramos, por que valoramos, como deixamos de dar valor e como se caracterizam e estruturam esses valores dentro de nós. Trabalha com a “importância” das coisas.

O fato é que muitos não se dão conta que boa parte das vezes o que é valorado na verdade só o é dada a forma que valoramos as coisas, e isso se dá das mais diversas maneiras e formas.

Primeiramente é importante entendermos que cada pessoa valora as coisas de formas diferentes, pois ao longo da vida cada um estruturou seus mecanismos internos de maneira única.

Algumas pessoas valoram pela proximidade, ou seja, elas dão importância para aquilo que lhes é próximo, que está ao seu redor. São pessoas cujos valores são proporcionais ao Tópico 3 da Estrutura de Pensamento (sensorial), então quanto mais essa pessoa puder tocar, puder ver, puder cheirar, sentir, mais isso terá valor para ela.

Outros, no entanto, possuem valores inversamente proporcionais a essa proximidade. Eles valoram coisas que estão distantes. São pessoas cujas coisas e seres que estão próximos normalmente não são considerados importantes. Pessoas essas que normalmente não sabem lidar bem com a proximidade. Lembramos que em Filosofia Clínica não existe um certo ou um errado, um bom ou um mau, essas são apenas as formas como o indivíduo se estruturou ao longo de sua vida.

Outras pessoas valoram por afetividade. Então quando algo tiver um valor sentimental isso lhes será importante. Às vezes um presente dado por um ente querido e que já se foi, às vezes um amor, coisas que lhe tocam emotivamente.

Já algumas pessoas atribuem valor ao trabalho que tiveram para conquistar algo. São pessoas que costumam dizer: eu trabalhei muito para adquirir isso! Eu sofri muito na vida para ter isso e aquilo!

Alguns fazem conectivos, então eles valoram o filho por ele seguir a empresa da família, e este por sua vez tem mais importância do que teria sozinho. Pessoas assim costumam apresentar no discurso fortes vínculos que nomeiam os seus valores, tais como: meu filho é importante, ele também trabalha comigo e me ajuda muito lá.

E claro existem aqueles que valoram por frequência (T12 – Paixões dominantes). Para pessoas assim quanto mais algo se repetir na vida, quanto mais frequente for uma coisa, mais importante isso será. Para pessoas assim é difícil largar uma carreira, uma profissão, e até mesmo uma empresa, uma casa, uma família.

Algumas pessoas valoram por empiria, ou seja, algo lhes tem valor através das vivências que elas tiveram ao longo da sua jornada. Outros, no entanto, valoram os sonhos, aquilo que nunca puderam alcançar.

Não é difícil encontramos exemplos de falas como: quando eu consegui algo que para mim era muito importante eu comecei a sentir um vazio. Isso se dá, pois algumas pessoas compram valores através de pré-juízos (Tópico 5 da EP), então pela família acreditar que aquilo era importante a pessoa o considera importante

Muitos somente consideram algo importante através das suas abstrações, pela forma como imaginavam algo, pelas vivencias abstratas que possuíam. É assim que muitas coisas que nos sonhos são lindas acabam se mostram sem cor e importância quando acontecem ou existem realmente.

Claro, existem aquelas pessoas que introjetam valores para as coisas, ou seja, elas dão valor às coisas simplesmente por dar, não existe um motivo ou uma forma aparente. E existem aqueles para os quais os valores não significam nada, eles querem mais é viver a vida, definem as coisas por outros parâmetros e questões; costumamos dizer nestes casos que a axiologia (os valores) não possuem peso subjetivo para a pessoa, ou seja, não possuem poder de determinancia sobre as coisas.

Algo interessante também de se saber é que muitas pessoas, por terem uma axiologia baseada em valores hierárquicos, ou seja, de graus de importância, acabam caindo em vários problemas. Usos de drogas ocasionadas pelo grande valor que lhe são dadas, por exemplo. Ou os casos nos quais a família é menos importante que o emprego, e etc.

Aqui nós vimos os conceitos e ideias básicas em torno dos valores. Podemos perceber que muitos valores são construídos ao longo da vida de diferentes formas, por diferentes mecanismos.

Muitos problemas ao longo da nossa existência se dão por não compreendermos como valoramos algo e por ceder valores onde estes não deveriam estar.

Se você quer paz para sua vida e sabe que valores são fortes em você, são determinantes, então cuide para não valorar aquilo que te leva por outros caminhos na existência. Aproveite a sua historicidade, o maior depoimento que você pode ter sobre você mesmo, e aprenda como valorar aquilo que lhe é mais adequado e coerente.

por Gilberto Sendtko

28/11/2012

Você não vai mais pagar pela ligação que caiu, diz Anatel




A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio de seu Conselho Diretor, altera uma importante regra do funcionamento das ligações feitas a partir de um telefone celular no Brasil. Com a nova medida, chamadas sucessivas realizadas para um mesmo número serão consideradas uma só para efeito de tarifação.
A ideia é evitar que o consumidor seja prejudicado com o encerramento proposital das ligações por parte das operadoras, prática da qual a própria Anatel acusou a TIM em agosto deste ano. Quando a alteração passar a vigorar, independente do motivo da interrupção da ligação, caso ela seja refeita dentro de 120 segundos a tarifa a ser cobrada será a mesma de uma única ligação.
Quem possui plano que mede as ligações por tempo de uso não sofre nenhuma alteração, pois o tempo cobrado será aquele registrado ao final de todas as ligações. Contudo, quem paga por ligação realizada ganha mais uma proteção contra chamadas interrompidas por falha técnica ou má-fé da operadora.
A nova medida entra em vigor 90 dias após sua publicação no Diário Oficial, o que deve ocorrer em breve.

26/11/2012

Fotógrafo captura imagem das estrelas com lente olho de peixe [vídeo]


Este incrível vídeo de lapso de tempo mostra o céu em 360 graus e até mesmo a posição de alguns astros importantes.







Existem dezenas de vídeos na internet mostrando o movimento de estrelas, planetas e do braço do Via Láctea vistos no céu do Hemisfério Norte. Porém, poucos são tão bonitos quanto esse logo acima. Para capturar uma visão completa (360 graus) do céu, o fotógrafo francês Stephane Vetter usou uma lente Sigma 8 mm do tipo fisheye — também conhecida no Brasil como “olho de peixe” — e uma câmera Nikon D3 DSLR.
Vetter também teve o cuidado de diferenciar o seu filme ao adicionar o nome dos principais astros celestes visualizados na noite de 17 de novembro, data em que as imagens foram gravadas. Além de estrelas como Sírius, Polaris e a constelação de Ursa Maior, você também pode conferir o rastro deixado pela Estação Espacial Internacional e alguns meteoritos que cruzaram o céu.
A produção também conta com uma trilha sonora bastante propícia e, portanto, aconselhamos o uso de fones de ouvido.

Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br

22/09/2012

Pesquisadores descobrem como apagar os medos da nossa memória

Técnica evita que memórias relacionadas a emoções desagradáveis sejam consolidadas no nosso cérebro.


De acordo com uma notícia publicada pela Universidade de Uppsala, na Suécia, um grupo de pesquisadores descobriu uma forma de apagar os medos que temos armazenados em nosso cérebro, fazendo-os desaparecer de nossa memória.
Segundo os pesquisadores, quando aprendemos algo novo, essa informação fica gravada em nosso cérebro através de um processo chamado de consolidação, que está baseado na formação de algumas proteínas que servem para fixar essa memória.
Quando acessamos essas informações mais tarde, elas se tornam instáveis, sendo estabilizadas novamente através de um segundo processo de consolidação. Conforme explicaram os cientistas, o que na verdade ocorre é que, quando acessamos uma memória, não estamos nos lembrando da informação original, mas sim do que pensamos na última vez em que acessamos essa memória.

Memória da memória

Os pesquisadores acreditam que, ao interromper o segundo processo de consolidação, quando acessamos a informação original, é possível modificar o conteúdo de uma memória. Assim, se os medos são formados quando associamos reações emocionais negativas a alguns eventos que ficaram registrados na nossa memória, ao interferir no processo de “reconsolidação” seria possível evitar que o medo fosse armazenado no nosso cérebro.
Para testar a técnica, os pesquisadores submeteram dois grupos de indivíduos a um experimento no qual criavam medos através de memórias negativas, aplicando choques elétricos enquanto essas pessoas observavam fotos corriqueiras, fazendo com que relacionassem essas imagens a lembranças desagradáveis.


Medo interrompido

Entretanto, durante o processo de reconsolidação da memória, os pesquisadores voltaram a apresentar as mesmas imagens aos participantes, mas sem aplicar os choques em um dos dois grupos. Os cientistas observaram que o processo acabava interrompido nesses indivíduos e que, ao contrário do grupo que voltou a levar choques, essas pessoas não apresentavam mais sensações de medo com relação às imagens.
De acordo com os pesquisadores, a técnica pode, um dia, ser utilizada no desenvolvimento de novos tratamentos, especialmente os dirigidos a distúrbios como fobias, ataques de ansiedade e estresse pós-traumático, evitando que as pessoas se lembrem de seus medos antes que eles se instalem de vez em suas memórias.

12/09/2012

Você já viu uma explosão nuclear submarina?


As inacreditáveis imagens que você acabou de assistir, divulgadas pelo pessoal do site Atom Central no YouTube, mostra a filmagem de alguns testes nucleares realizados pelos Estados Unidos durante a década de 50.
De acordo com um dos câmeras responsáveis por documentar o evento, Pat Bradley, a equipe se encontrava em uma ilha a quatro quilômetros do local no qual as bombas foram detonadas, acreditando estar a uma distância mais do que suficiente para não serem atingidos pelas ondas.
Entretanto, a explosão foi bem maior do que o esperado, criando um paredão de água que chegou a engolir um navio cargueiro que navegava próximo ao local da detonação, além de causar a formação de ondas que cobriram toda a ilha na qual Bradley se encontrava. A equipe conseguiu escapar do mini-tsunami subindo em algumas palmeiras, carregando o pesado equipamento de filmagens consigo.


Veja o que acontece quando uma bomba nuclear é detonada debaixo d’água.

Astrônomo amador flagra meteoro atingindo o planeta Júpiter


    O maior planeta do Sistema Solar recebeu uma explosão que poderia ter sido direcionada à Terra.
    O planeta Júpiter acaba de sofrer uma grande tragédia, que felizmente foi filmada por alguns astrônomos amadores nos Estados Unidos. Um meteoro atingiu em cheio o maior planeta do Sistema Solar, causando uma explosão que pôde ser evidenciada de uma distância estelar — como é o caso de onde estava o astrônomo que a captou o evento aqui da Terra.
    Você pode conferir o acontecimento no vídeo acima, que foi postado no perfil do Flickr de George 1895. O astrônomo amador só descobriu que havia captado a queda do meteoro depois que seu colega Dan Peterson postou em um fórum online de astronomia ter observado uma claridade desconhecida na superfície de Júpiter.
    O site Gizmodo aponta para o fato de que pode ser que Júpiter tenha salvado a Terra de uma tragédia de proporções catastróficas. Portanto, podemos dizer que esse vídeo comprova o papel de proteção que o grande planeta exerce em relação ao nosso mundo, devido ao seu dantesco campo gravitacional gerado pela sua própria massa. Obrigado, Júpiter!



31/08/2012

Vídeo lindo sobre o Rio de Janeiro

Quem tá por aqui!


07/08/2012

Viagem no tempo derrota a Mecânica Quântica


Problema para o futuro
A capacidade para viajar de volta no tempo, embora algo inteiramente hipotético, não é algo explicitamente proibido pelo nosso entendimento atual do espaço e do tempo, fundamentado na Teoria da Relatividade Geral.
Viagens no tempo tendem a causar confusão com outras leis da física. Contudo, no último exemplar daPhysical Review Letters, pesquisadores relatam um outro exemplo com igual potencial de causar confusões. Eles demonstram que os sistemas de criptografia baseados nos princípios quânticos podem ser quebrados permitindo que o fluxo de dados interaja com o estado quântico que viaja de volta no tempo.
Esse cenário não representa uma ameaça imediata para a segurança da informação, garantem os autores. Em vez disso, trata-se de um exemplo do tipo de contradição que qualquer teoria unificada da mecânica quântica e da gravidade terá que resolver.
Curva temporal fechada
Uma curva temporal fechada (CTC:Closed Timelike Curve) é uma rota em loop que se conecta nela mesma indo à frente e retornando no tempo. Uma CTC pode se basear num buraco de minhoca no espaço-tempo, por exemplo, que conecta um lugar e uma época no futuro com outro ponto no mesmo lugar em alguma época no passado. Independentemente dessa rota existir ou não, ela levanta questões bizarras, como o "paradoxo do avô", no qual uma pessoa volta no tempo e mata um dos seus ancestrais diretos.
Em 1991, David Deutsch, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, percebeu como evitar esses paradoxos no caso de uma partícula quântica que viaje ao redor de uma CTC e interaja em algum ponto ao longo do caminho com outra partícula. Eleprovou que é sempre possível encontrar um estado quântico que dá à partícula na curva temporal fechada uma existência como a mostrada no filme "Feitiço do Tempo", na qual ela circula para sempre ao redor do loop, interagindo sempre com outra partícula exatamente da mesma forma no mesmo ponto do espaço-tempo.
Decodificando a criptografia quântica
Todd Brun e seus colegas da Universidade do Sul da Califórnia, agora descobriram uma forma de usar os estados definidos pela formulação de Deutsch para decodificar mensagens criptografadas quanticamente. A mensagem pode ser enviada para uma série de partículas, cada uma no estado quântico "zero", no estado quântico "um", ou em um estado combinado, conhecido como uma superposição.
O destinatário da mensagem mede cada partícula, mas precisa de informações adicionais "pos-factum" do remetente para distinguir as superposições das não-superposições. Mas um espião que possa distinguir "em tempo de voo" entre, digamos, um zero e uma superposição, poderá interceptar a mensagem e também enviar partículas para o destinatário que imitem as originais, evitando dessa forma que ele seja detectado.
Interagindo com seu futuro "self"
Para que o espião faça isso, os pesquisadores imaginam uma partícula entrando numa CTC de tal forma que ela viaje de volta no tempo, permitindo que ela interaja com seu futuro "self" antes de retomar novamente seu caminho.
Eles descrevem uma interação que, no exemplo mais simples, deixa uma partícula no estado 0 intocada mas transforma uma superposição de 0 e 1 em um estado 1 puro. Uma medição padrão feita pelo espião que distinga o 1 do 0 pode então revelar com absoluta certeza se o estado inicial era 0 ou uma superposição.
Lógica difícil de engolir
Ordinariamente, uma transformação assim não seria possível sem um conhecimento avançado do estado inicial. A dica, explica Brun, é que a partícula interaja com a versão transformada dela mesma que volta do futuro. Brun afirma que o esquema não viola qualquer lei da física, mas ele admite que a lógica é difícil de engolir. Em comparação com o raciocínio cronológico tradicional, ele afirma que "é definitivamente enrolado."
Os pesquisadores vão além para mostrar como interações complexas com a CTC podem servir para decifrar partículas incorporando superposições em qualquer número de estados. De acordo com Deutsch, o trabalho fornece suporte para as atuais teorias quânticas da informação, mostrando que elas podem lidar mesmo com as situações mais exóticas.
Teoria geral da gravidade quântica
Por outro lado, reconhece Brun, se você acredita que a mecânica quântica é infalível, você pode questionar o artigo de 1991 de Deustch, ou mesmo a existência das curvas temporais fechadas.
Qualquer que seja a resposta, as dificuldades que as CTCs trazem para a mecânica quântica são problemas que somente uma teoria geral da gravidade quântica poderá resolver, concluem Brun e seus colegas.

Máquinas do tempo do futuro podem ser detectadas hoje

David Lindley - Physical Review Focus - 21/02/2011


s viagens no tempo não são descartadas pela relatividade geral, embora possam criar problemas para as leis do senso comum.
Agora, uma equipe de físicos está propondo um novo modo de verificar a possibilidade ou a impossibilidade de estados quânticos que viajam para a frente e para trás no tempo.
O novo critério automaticamente desautoriza versões quânticas do "paradoxo do avô", segundo o qual uma pessoa viaja de volta no tempo e mata seu antecessor, garantindo assim a sua própria morte.
A equipe também realizou um experimento que ilustra o mecanismo de anulamento desse paradoxo.
Loops temporais
A relatividade geral, a teoria de Einstein do espaço e do tempo, permite a existência de loops temporais, as chamadas curvas temporais fechadas (CTCs na sigla em inglês: closed timelike curve) - rotas que avançam no tempo e, em seguida, voltam novamente para reconectar-se e formar circuitos fechados, também conhecidas como linhas lorentzianas do tempo.
Embora ainda não esteja claro se as CTCs podem ser criadas, os físicos têm explorado suas possíveis consequências, incluindo a sua influência na mecânica quântica.
Um evento quântico comum pode envolver duas partículas que se movem para frente no tempo, alterando-se mutuamente ao interagir em algum momento e, então, seguem caminhos separados rumo ao futuro.
No entanto, se uma das partículas, seguindo seu próprio futuro, entrar em uma CTC, ela pode voltar e reassumir sua posição como uma das partículas anteriores à interação - influenciando assim a sua própria transformação.
Estados quânticos
Em 1991, o físico David Deutsch, da Universidade de Oxford, propôs uma condição de consistência para evitar paradoxos nas viagens no tempo: uma partícula que volta no tempo desta forma, ao reaparecer no passado imediato à interação, deverá estar no mesmo estado quântico que estava quando partiu da interação para o futuro.
Para ver como essa condição funciona, imagine uma partícula quântica tendo estados chamados 0 e 1. Ela viaja em uma CTC e, em seu retorno, interage com uma partícula "externa" de tal forma que o 0 se torna 1 e o 1 se torna 0.
Tal partícula apresenta o paradoxo quântico do avô: quando ela volta pelo circuito, ela altera seu antigo "self" para o estado oposto.
No entanto, Deutsch mostrou que é possível alcançar a consistência se a partícula estiver em uma superposição- um estado que tem simultaneamente os dois valores, 0 e 1.
A interação altera o 0 em 1, mas o estado geral mantém-se inalterado. Para que isso funcione, a partícula externa também deve estar em uma superposição.
Universos paralelos
O paradoxo é evitado, mas o problema reaparece se a partícula externa for medida.
Nesse momento ela não poderá continuar em seu estado de superposição, devendo tornar-se definitivamente 0 ou 1 - o que significa que a partícula na CTC também não poderá permanecer em uma superposição.
Para preservar a coerência, Deutsch argumentou que a partícula CTC deve existir em dois universos paralelos - um "universo 0" e um "universo 1" - e continuamente alternar entre esses dois universos, de modo que nenhuma contradição ocorra em qualquer um deles.
Lorenzo Maccone e seus colegas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA, e da Universidade de Pavia, na Itália, propõem uma condição mais rigorosa que evita essas dificuldades.
Máquinas do tempo do futuro podem ser detectadas hoje
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento. [Imagem: RLE/MIT]
Impossibilidade de alterar o passado
Eles exigem que qualquer medição da partícula que está indo para o futuro produza o mesmo resultado gerado em sua medição quando ela retornar do passado.
Assim, não se permite qualquer estado que possa alterar o passado quando ela voltar no tempo, impedindo o surgimento do paradoxo do avô.
Talvez de forma surpreendentemente, Maccone afirma que "nós ainda podemos ter CTCs mesmo com essa condição forte."
De antemão, somente podem existir estados que evitem os paradoxos após a interação - por isso a equipe chama sua condição de "pós-seleção."
Simulação da viagem no tempo
Para demonstrar essas ideias, a equipe realizou um experimento com fótons, mostrando que a condição de consistência de fato escolhe estados específicos e destrói todos os demais.
Por falta de uma CTC real para realizar a pós-seleção, a equipe criou fótons em um estado quântico específico para a entrada, um estado onde a polarização não era conhecida e nem medida, mas tinha uma correlação com outra propriedade, associada com a trajetória do fóton.
Conforme o fóton atravessava o experimento, ele passou por mudanças que imitam a alternância de 0 para 1 que ocorre no imaginado arranjo da viagem no tempo.
A equipe descobriu que somente os fótons que não geram os paradoxos passaram incólumes pelo experimento.
Embora o resultado esteja de acordo com o esperado, ninguém havia simulado a viagem no tempo desta forma antes.
Detecção de futuras máquinas do tempo
Uma consequência estranha da pós-seleção é que, como a presença de um CTC anula completamente os estados paradoxais, ela pode impedir alguns estados que hoje parecem inócuos, mas que podem ter consequências inaceitáveis no futuro.
"Em princípio, pode-se detectar a existência futura de máquinas do tempo procurando-se por desvios atuais nas previsões da mecânica quântica," afirma Todd Brun, da Universidade da Califórnia do Sul, em Los Angeles.
Embora, segundo ele, seja difícil saber de antemão o que exatamente se deve medir em busca de tais desvios.

O futuro pode afetar o passado?


Com informações da Physics World - 06/08/2012


O que você faz hoje pode afetar o que aconteceu ontem.
Esta é a conclusão de um experimento mental de física quântica descrito em um artigo que acaba de ser colocado no servidor de pré-impressão arXiv, da Universidade de Cornell.
É algo que soa impossível, e de fato parece violar um dos princípios mais fundamentais da ciência - a causalidade.
Mas os pesquisadores afirmam que as regras do mundo quântico conspiram para preservar a causalidade "escondendo" a influência de escolhas futuras até que essas escolhas sejam realmente feitas.
Para descobrir isso, segundo eles, basta olhar o Universo não como um ambiente 3D normal, mas em 4D, onde as três dimensões espaciais recebem a companhia do tempo, compondo o espaço-tempo.
E, por mais estranho que possa parecer, as influências reversas parecem estar na agenda dos físicos já há algum tempo. Recentemente, eles defenderam que o futuro do Universo pode estar influenciando o presente, embora digam também que a natureza é decididamente imprevisível.
Ação fantasmagórica à distância
No coração da ideia está o fenômeno quântico da "não-localidade", no qual duas ou mais partículas existem em estados inter-relacionadas, entrelaçados, que permanecem indeterminados até que se faça uma medição em um deles.
Uma vez que a medição seja feita em uma das partículas, o estado da outra partícula é instantaneamente fixado, não importando o quão longe ela esteja da primeira.
Albert Einstein chamou isto de "ação fantasmagórica à distância" quando, em 1935, ele argumentou que isso significava a teoria quântica deveria estar incompleta.
Experimentos modernos confirmaram que essa ação instantânea é, de fato, real, e hoje ela é explorada pela criptografia e pela computação quântica.
Yakir Aharonov e seus colegas estão agora propondo um experimento que deverá ser feito com um grupo grande de partículas entrelaçadas.
Eles argumentam que, sob certas condições, a escolha feita pelo experimentador quanto à medição dos estados das partículas pode afetar os estados em que as partículas se encontravam no passado.
4D, em vez de 3D
O fenômeno inusitado, segundo eles, pode ser confirmado fazendo previamente uma medição fraca, que não altere esses estados.
O que acontece, segundo eles, é que a medição fraca antecipa a escolha feita pelo experimentador na sua medição para valer, a medição forte, que só será feita mais tarde.
O elemento fundamental do trabalho é ver as correlações entre as partículas no espaço-tempo 4D, e não no espaço 3D.
Esta é uma forma de pensar sobre o entrelaçamento quântico que os físicos chamam de "formalismo vetorial de dois estados".
"Em três dimensões, o fenômeno parece uma influência milagrosa entre duas partículas distantes. No espaço-tempo como um todo, é uma interação contínua que se estende entre eventos passados e futuros," explica Avshalom Elitzur, coautor do estudo.
Medições fracas
A demonstração de tudo isso na prática - já há equipes trabalhando no experimento real - depende das medições fracas, que, ao contrário das medições tradicionais de fenômenos quânticos, não altera as partículas sendo medidas.
A teoria da medição fraca estabelece que é possível medir "fracamente" - ou "cuidadosamente" - um sistema quântico e obter algumas informações sobre uma propriedade (por exemplo, a posição) sem perturbar a propriedade complementar (o momento).
Embora a quantidade de informação obtida para cada medição fraca seja muito pequena, a média de várias medições dá uma estimativa exata da medição final da propriedade, sem distorcer aquele valor final.
No experimento agora proposto, os resultados dessas medições fracas batem com os resultados das medições fortes feitas posteriormente.
E é só durante a medição forte que o experimentador escolhe livremente o que medir, ainda que o estado das partículas esteja indeterminado após as medições fracas.
"Uma partícula entre as duas medições possui os dois estados indicados tanto pelo passado quanto pelo futuro," diz Elitzur.
Causa e efeito quânticos
A interpretação é que apenas adicionando informações posteriores, obtidas pelas medições fortes, pode-se revelar o que as medições fracas "realmente" significavam.
A informação já estava lá, mas de forma "criptografada" e somente revelada em retrospecto.
Assim, a causalidade é preservada, mesmo que não exatamente como nós normalmente pensamos em causa e efeito.
Por que existe essa censura é algo que ainda não está claro, a não ser a partir de uma perspectiva quase metafísica.
"Sabemos que a natureza é exigente quanto a nunca parecer inconsistente," diz Elitzur. "Assim, ela não vai apreciar nada como uma causalidade retrospectiva evidente - as pessoas matando seus avós e assim por diante."
Elitzur diz que alguns especialistas em óptica quântica já manifestaram interesse em realizar o experimento em laboratório, o que ele acha que não deve ser mais difícil do que estudos anteriores de entrelaçamento.